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Sobre ykizbr

Por que sempre perguntam isso?

Entre nós

Não gosto de sair de casa, prefiro meus livros às pessoas, me perder em meus pensamentos. O telefone toca, me contam que talvez você vá à festa de hoje a noite, faz tempo que não te vejo, que não te observo secretamente. Coração acelera, as pernas tremem. Me arrumo em um pulo, você nunca reparou em mim mesmo. Chego cedo, estudo o lugar. Gosto de observar as coisas. Noto você chegando, aquela cara de bobo que adoro, carinha de quem está sempre perdido. Disfarço, puxo papo com alguém. Te fito discretamente.

 

Encontro-te na festa: linda, vestido azul comportado, sorrindo com umas meninas. Reparo nos seus olhos, boca, seu jeito que sempre gostei. De assalto me vem a lembrança de um sonho: nós dois cara a cara, o silêncio constrangedor que surge quando o assunto acaba, quando a vontade transpira, você tão perto e eu tão distante, o nosso olhar… uma eternidade.

 

Apenas sorrio, como se estivesse entretida com a conversa, mas sorrio de você, tão deslocado quanto eu. Talvez fosse interessante te conhecer, por um instante tocar sua mão, sentir de perto o perfume. Volto para a conversa.

 

Preciso de uma cerveja, algo para ficar na mão, desisto no meio do caminho, quero um cigarro, um whisky, quero sentar. Saí de casa sem propósito, queria espairecer, te encontrar me deixou perdido. Acendo um cigarro (se importa que eu fume?), apago o cigarro. Olho para o céu, nenhuma estrela, falta inspiração, na verdade coragem, para falar com você.

Respiro fundo, levanto (não penso) e vou caminhando ao seu encontro (o que estou fazendo?). Olhos decididos, nada a perder.

 

Lá vem você (em minha direção?), olho em volta, peço licença (me sinto zonza).


P.S: te amo

Meu desejo é a sua destruição

Se te quero, te quero inteira

Não basta ter, é necessário consumir

Quero o caos em mim dentro de ti

Não quero construir

Não pretendo contribuir

Quero te virar o avesso

Ser teu pior pesadelo

Expor teus segredos

Ser o mal em ti


UFC, contusões e substituições

Nos últimos eventos nosso querido Dana White vem passando por maus bocados, José Aldo, Dan Henderson, Belfort, Sarafian, Dominick Cruz […] já foram cortados esse ano por lesões que os impediram de lutar.  Nesse samba os pares já foram muitos, alguns preferiram nem dançar e sofreram diversas críticas.

Todas essas confusões só deixam clara a espessura da camada de gelo em que o empresário americano está construindo o maior evento de MMA do mundo. Falta de preparo dos atletas ou descuido, não sei; irritante é tamanha liberdade que os atletas têm de escolher desafiantes e a injustiça nas substituições em cima da hora para as disputas de cinturão.

Só para usar com exemplo, todos sabem a dificuldade para marcar lutas entre brasileiros, principalmente se forem entre membros de uma mesma equipe, desculpas estão na ponta da língua e exaustivamente ensaiadas. Há também o protecionismo com os detentores de cinturão, sobre a desculpa: não é uma luta interessante; o jogo deles não combina; vai vender pouco Pay per View. O desafiante deveria ser escolhido por mérito, em um rank mais claro e que fizesse jus ao nome do evento “Ultimate Fight Championship”.

Quanto as substituições este é de longe o que mais me incomoda. O MMA está em um nível em que é preciso uma longa preparação para um oponente específico. Foi-se o tempo em que bastava o lutador treinar para encarar qualquer um, o ‘esporte’ se aperfeiçoou, MMA já é considerado por muitos um estilo próprio, e considerando as peculariedades de cada um é necessário um treinamento específico. Quando um cinturão está em jogo não temos apenas 2 atletas treinando, mas vários a espera de uma contusão e um telefonema para ‘salvar o evento’. Todos treinam para desafiar o campeão, mas na dança das cadeiras ele pode enfrentar um oponente completamente diferente. Seria como em uma corrida todos conhecerem o circuito menos aquele que foi desafiado, o acerto do carro não estará como deveria ser.

O UFC, com seus reis mimados e peões prontos para serem sacrificados, está virando uma grande dor de cabeça para o Chess Master. Que venha Bones VS Belfort e Spider VS Bonnar.

 

 

 


BUUMBAR

Lugar amplo, cadeiras, mesas e um ventilador de teto.

 

Um homem, camisa social, olhar cansado; em sua mão direta descansa, quase como um apoio, num copo de cerveja.

 

Arranjos de flores: amarelas, brancas; sempre bem cuidadas.

 

Duas mulheres, uma conversa animada, mais uma mentira inocente sobre algo que nunca aconteceu.

 

Aquário ao fundo, peixes coloridos habitam um navio naufragado.

 

Um casal, olhares apaixonados, beijos molhados, mãos sobre as coxas que o vestido curto deixou descoberto.

 

Paredes de tijolos, vigas de madeira escura.

 

 Uma senhora, jóias caras que nalgum dia tiveram um grande glamour, uma pose que anos atrás seduziria jovens incautos.

 

Jukebox troca o disco.

 

 As crianças vasculham o vão entre o balcão à procura de algum tesouro escondido.

 

Luzes vermelhas piscam BUUMBAR.

 

Um garçom anda com pressa para entregar um pedido atrasado.

 

Labaredas sobem de um prato flambado.

 

O cozinheiro reclama do calor.

 

O gás está vazando.


A Loba

Era noite, uma noite calma,e eu me arrumava para sair sem rumo. Jeans, jaqueta de couro e vontade de tomar alguma bebida. Peguei minha moto. Desci em um boteco copo sujo qualquer. As únicas mesas estavam ocupadas por sujeitos bem apresentáveis, apresentáveis para um psicólogo fazer fama mais tarde com um caso de assassinato.

A garota que lá trabalhava me trouxe uma cerveja, sem que eu pedisse. Na verdade, era costume ir lá, todos os caminhos me levavam àquele bar.  Bebi todo o líquido do copo em um gole, a mente distante; distante mas em lugar algum. Deixo-me levar pela bebida, o cheiro de cigarro de palha que impregna o ambiente, o cheiro de suor e o perfume adocicado da menina. Abro os olhos, estou em um clube.

Não sei porque ele está aberto, ainda mais essa hora. As poucas pessoas que habitam o lugar são alguns casais em cantos escuros, aproveitando a parca luminosidade para dar uns amassos. Ando pela grama baixa, dessa vez com um cigarro na mão. Única coisa que poderia entregar minha presença sempre sorrateira.

O frio se torna mais intenso, mas, aparentemente, só afeta a mim. Me encosto num arbusto, vejo cachorros brincando ao longe ( um cheiro marcante sobe ao ar ), barulhos distantes vindo de uma festa (um cheiro acre), algo se move em uma moita distante, não dou a mínima, ninguém nunca se dirige a mim (um cheiro vermelho), um calafrio, meu ombro congela, congela no formato de uma mordida, tudo começa a ficar escuro, os sentidos se perdem, se confundem. Uma visão sangue, um cheiro vermelho, um sabor macio…

Levanto-me vagarosamente, tudo parece mais calmo. Não tem mais ninguém no clube. Ou nunca teve.

Somente a festa prossegue, com esse som que os jovens chamam de psy e que agora parece fazer algum sentido. Minhas pernas me levam a outro local, uma catedral. Nunca havia reparado em tal construção, passo pela porta entreaberta. Tudo é murmúrios, salas e salas de pessoas conversando baixo. Meus sentidos escapam novamente, começo a sonhar.

É de dia, sinto vontade de sangue, os lobos famintos precisam se alimentar, estamos no mesmo clube, ninguém me vê, os lobos precisam se alimentar, o clube está lotado, os lobos precisam se alimentar, tranco a grade atrás de mim.

Estou na catedral, sinto minhas mão molhadas, estou segurando um objeto metálico que neste momento encontra-se perigosamente perto de um homem. Ele dorme, é um senhor, dorme tão profundamente que baba, sangue, a faca de tão perto já havia perfurado seu coração, ele jazia morto.

Passos em minha direção, ameaçadores, como se passos pudessem demonstrar isso. Passos que me querem, passos conhecidos. Não vejo rostos, mas sei que ceifei suas vidas hoje e eles querem a minha.

Passos que entregam a minha impossibilidade de lutar, fujo. Salas e aposentos, mais sangue sendo derramado, preciso sair deste lugar, dobro a esquerda e abro uma pesada porta. Uma mulher de cabelos negros, o tempo para, ela não se move, está de pé, sabe da minha presença e não se importa, meus instintos dizem que após sua imutável presença está minha saída. Avanço ferozmente, não sei se sou homem ou animal, pulo sobre seu corpo, ela transpira maldade, vira-se no último instante e me fita os olhos, mordo seu pescoço, graciosamente ela desaba. A maldade emana cada vez mais forte, fico inebriado, corro. Ela me segue, não quero vê-la, há ali um desejo que não quero saciar, o lugar fica mais amplo, ela invade a minha mente e me convida para uma dança, sinto o desespero em minha respiração. Todas as portas desaparecem, estou em um salão sem fim. Ela me quer.

Seus movimentos rápidos fazem senti-la, de tão perto, dentro de mim, avisto uma janela, pulo, mesmo sabendo da morte certa. Não caio, vôo. Subo mais alto que posso, vejo a cidade lá embaixo, ainda é noite. Sua voz em minha cabeça diz que não há mal nenhum em nos encontrarmos, me sinto tentado pela sedução e perigo; algo dentro de mim sente uma necessidade desesperadora de fugir, me movo o mais rápido e alto que consigo, ela vem atrás, uma presença negra, uma loba cor de penumbra, impossível de ser vista, uma presença tão forte que parece palpável. Não há como fugir, subo o mais alto que posso, me entrego à sua luxúria, desço de cabeça contra o chão.

Tudo é paz.

*****

Texto baseado em um sonho que tive, acordei com quase todas as lembranças dele, coloquei She Wolf do Megadeth pra tocar em loop e passei 1 hora e 15 minutos escrevendo.

Espero que gostem tanto quanto curti escrever.

 

 

 


Eu perguntei para o velho se ele queria morrer (e outras estórias de amor)

 

Em minha última viagem, como de praxe, resolvi passar em uma livraria, desta vez na rodoviária. Dentre várias opções de best-seller e outros livros mais eu encontrei em um canto uma prateleira com vários livros a preços convidativos, e me propus a comprar um bom livro gastanto a menor quantia em dinheiro. Meus olhos encontraram em sua primeira vista um livro que me chamou atenção pelo título: “Eu perguntei para o velho se ele queria morrer”, de um autor para mim desconhecido (José Rezende Jr.). Ao preço de 5 dinheiros fui levado a um outro mundo com sua literatura, que, no conjunto de contos, um me chamou a atenção e aqui segue:

Quase nada

A mulher destoa da paisagem. As coisas, os bichos magros, as coisas desmilinguidas, tudo é cor de poeira. A mulher também tem cor de poeira, mas as flores estampadas no vestido destoam da paisagem. Na paisagem não há flores, não há chuva para as flores, a pouca chuva que chove, quando chove, serve às gentes e ao que se come. Por isso as flores no vestido da mulher destoam tanto de tudo, cheiram a desperdício. De tempos em tempos a mulher passa a língua quase seca pelos lábios ressequidos, sem tirar os olhos do nada. Fora esse gesto, a mulher não se move, não se moveria sequer para espantar as moscas, caso houvesse, mas não há moscas, nada voa, anda ou rasteja. Tudo é aridez e imobilidade. Só a mala aos pés da mulher serve de lembrança, a vaga lembrança, de que nalgum lugar, nalgum tempo, longe, muito longe, existe vida em movimento.

O homem é quase a paisagem. Formam o homem e paisagem um conjunto coeso, árido. Tem o rosto e as roupas tão cor de poeira antiga que os passantes, se por ali alguém passasse, sequer distinguiriam o homem da paisagem. Mas o homem não faz mesmo questão de ser visto. Mimetismo sertanejo: camuflado na secura, o homem também é seco, o homem só não é todo ele a própria paisagem porque a paisagem é estática, nela nada se move, não há vento, falta oxigênio, as pessoas, a plantação e os bichos respiram o mínimo necessário, a vida se economiza; a morte não. O homem só não é todo ele a paisagem porque a paisagem é estática, enquanto ele, o homem, movimenta uma das mãos, a que afia a faca na pedra. O movimento é quase imperceptível, a mão se move como se não se movesse, é mínima a diferença entre o movimento da mão do homem e a imobilidade do tempo. Nada tem pressa. Nem a mulher que vai embora.

É pequena a distância entre os dois seres semi-inanimados, a mulher que vai embora e o homem que fica. A mulher, acocorada à beira da estrada de chão, à espera. O homem, à porta do casebre de taipa, outra espera. A casa é pequena, o teto de palha é muito baixo, mas a gente que ali vive é uma gente pequena, não carece de mais espaço, nem de altura. A distância entre o terreiro do casebre de pau-a-pique, onde o homem espera , e a beira da estrada de terra, onde a mulher espera, também é pequena, tão pequena que a vista alcança. Do lugar onde afia a faca o home avista a mulher, ela de costas, o vestido estampado com flores supérfluas destoando da paisagem. De frente para a estrada, mas de costas para a casa, a mulher não vê o homem. Também não se viam muito quando frente a frente, mas agora que a mulher vai embora fica no ar, além do silêncio, da poeira e do paradeiro do mundo, um gosto amargo de tempo morto.

A mala aos pés da mulher é antiga; mais que antiga, é velha. À falta de móveis na casa, era ela quem servia de mesa, ou, antes, de um aparador para coisas inexistentes, visto que por ali quase não existiam coisas. Agora, assim, aos pés da mulher, na beira da estrada, na véspera da viagem, a mala retorna à serventia original. Mas é grande demais, pesada demais para o quase nada que a mulher pequena e magra leva embora consigo. A mulher tem dois vestidos cor de poeira, e ambos flutuam dentro da mala grande e vazia; o terceiro, de festa, estampado de flores, é sua roupa do corpo na hora em que vai embora. A mulher quase se arrepende, antes fizesse uma trouxa, menor, mais leve, condizente com seu tipo físico e a bagagem pouca, deixasse a mala para trás, à guisa de mesa.Ganhariam a mulher, pela economia de esforço, e o homem, pela manutenção do mobiliário parco, mas “ganhar” é verbo tão irregular que nenhum dos dois conjuga. A mulher vai embora com a mala pesada e não se torna mais rica por isso; o homem é que fica mais pobre, sem a mesa onde pousar objeto nenhum, a não ser os cotovelos que sustentam a cabeça pesada.

Nenhuma nuvem, nenhum sinal de chuva nem agora nem para o ano. Assim tão azul, o céu é como se fosse o inferno.

Sentado no terreiro, olhando para a estrada, o homem está de frente para as flores do vestido da  mulher, mas de costas para a casa e, portanto, para o retrato na moldura oval que enfeita o único cômodo da casa. O retrato foi tirado em preto-e-branco, mas o homem e a mulher deixaram-se colorir pela mão do fotografo viajante, num dia muito antigo. O homem não vê, talvez nem se lembre, mas o vestido de festa da mulher que vai embora é o mesmo que veste a mulher da moldura oval. O homem do retrato usa terno, mas é um terno de mentira, inventado pela mão do fotógrafo-artista.  O home de verdade nunca teve terno, foi preciso que o retratista pitasse sobre o dorso desse homem uma roupa de festa. Já o vestido da mulher do retrato existiu, existe, é real, é a sua roupa do corpo na hora em que vai embora. Mas reparando bem, caso alguém reparasse, há uma leve diferença no tom das flores. Ao manusear o pincel de pelo de cabra, o pintor foi fiel às flores do vestido, mas as flores do vestido verdadeiro hoje estão mais vivas ( tão vivas que destoam da paisagem ), talvez porque, exposto ao tempo, o retrato envelheceu e as flores da pintura desbotaram. Já o vestido verdadeiro, com suas flores, ao contrário, continuam intacto, de tão guardado para tantas festas inacontecidas.

A faca tem cabo de madeira boa; a lâmina relampeia, ofende as vistas de tão afiada. Inútil afia-la mais do que isso, mas o homem insiste, persiste,  num ritmo quase imóvel. A pedra onde o homem afia a faca é áspera, faz bem ao gume da lâmina. As manchas antigas de sangue retratam a outra serventia da pedra: na falta de árvore onde pendurar e imolar os bodes, porque a ultima árvore seca virou lenha para cozinhar quase comida nenhuma, o homem deita o bicho na pedra e o degola com a lâmina que a mesma pedra afiou. Mas já não há bodes a serem mortos; faz tempo, o homem matou a ultima criação, da criação só restou o sangue antigo impresso na pedra. Mesmo assim o homem insiste, persiste, afia a lâmina da faca, move a mão contra a paisagem estática talvez apenas para não ser, todo ele e de uma vez por todas, a própria paisagem árida.

A mulher passa a língua quase seca pelos lábios ressequidos. A mulher tem sede e os olhos postos sobre o nada. O vazio. Não olha para trás, mas sabe que atrás de si, a uma distância de quase nada, há um homem sentado à porta da casa, e que atrás desse homem existe um outro homem ( e no entanto o mesmo ) trajando um terno inventado, e ao lado desse homem uma mulher vestida de flores desbotadas, os dois, a mulher e o homem, imitando felicidade numa moldura oval. A distância entre o homem e a mulher verdadeiros, tão pequena, é imensa: a mulher a beira da estrada; o homem a beira do abismo. A mulher não olha para trás, mas pressente o homem, escuta o barulho áspero da faca contra a pedra. O barulho, de tão cadenciado, já faz parte do silêncio.

Num repente o silêncio se cala. O motor troveja, o ônibus velho cobre a paisagem com uma nuvem demorada de fumaça e mais poeira. A nuvem veste a mulher e o vestido, até as flores do vestido. Tudo agora é cor de poeira. A mulher já não destoaria da paisagem, se ainda fizesse parte da paisagem.

O homem ouve o ônibus cada vez mais perto, engole a fumaça, vê a nuvem de poeira vestindo a mulher, ouve o ônibus cada vez mais longe, vê a poeira acalmar-se, acomodando-se de novo e aos poucos à paisagem inerte. Mas a paisagem agora é outra, ainda mais árida, ainda mais vazia sem a mulher que foi embora. O homem para de afiar a faca na pedra manchada de morte, escuta o derradeiro estalido da ultima lenha que crepitava no fogão. Tudo agora é silêncio, poeira imobilidade. Só a pedra respira

 

 

 

 


O que é isso Spider?

Essa semana surgiu uma noticía sobre o Anderson Silva, no site da Tatame, que deixou muitos de nós apreensivos: 

“À imprensa, o lutador revelou que machucou o joelho durante os treinos de trocação, e que será submetido a exames ainda hoje para constatar a gravidade da lesão.  Apesar do susto, o campeão não mancou durante toda a cerimônia, e se mostrou otimista quanto à recuperação.”

Em sua última luta contra Sonnen o atleta tupiniquim nos revelou que havia trincado uma costela nos treinos e por isso a má apresentação, no qual foi apático em grande parte dos 5 rounds pela defesa do cinturão. Não devo aqui questionar a veracidade da afirmação e nem o dopping do norte americano, mas sim levantar uma questão:

Se ele está aparentemente bem, otimista quanto a melhora e não pretende adiar a luta contra Sonnen, porque está dizendo ao adversário, e a mídia, onde se encontra a maior fraqueza?