UFC, contusões e substituições


Nos últimos eventos nosso querido Dana White vem passando por maus bocados, José Aldo, Dan Henderson, Belfort, Sarafian, Dominick Cruz […] já foram cortados esse ano por lesões que os impediram de lutar.  Nesse samba os pares já foram muitos, alguns preferiram nem dançar e sofreram diversas críticas.

Todas essas confusões só deixam clara a espessura da camada de gelo em que o empresário americano está construindo o maior evento de MMA do mundo. Falta de preparo dos atletas ou descuido, não sei; irritante é tamanha liberdade que os atletas têm de escolher desafiantes e a injustiça nas substituições em cima da hora para as disputas de cinturão.

Só para usar com exemplo, todos sabem a dificuldade para marcar lutas entre brasileiros, principalmente se forem entre membros de uma mesma equipe, desculpas estão na ponta da língua e exaustivamente ensaiadas. Há também o protecionismo com os detentores de cinturão, sobre a desculpa: não é uma luta interessante; o jogo deles não combina; vai vender pouco Pay per View. O desafiante deveria ser escolhido por mérito, em um rank mais claro e que fizesse jus ao nome do evento “Ultimate Fight Championship”.

Quanto as substituições este é de longe o que mais me incomoda. O MMA está em um nível em que é preciso uma longa preparação para um oponente específico. Foi-se o tempo em que bastava o lutador treinar para encarar qualquer um, o ‘esporte’ se aperfeiçoou, MMA já é considerado por muitos um estilo próprio, e considerando as peculariedades de cada um é necessário um treinamento específico. Quando um cinturão está em jogo não temos apenas 2 atletas treinando, mas vários a espera de uma contusão e um telefonema para ‘salvar o evento’. Todos treinam para desafiar o campeão, mas na dança das cadeiras ele pode enfrentar um oponente completamente diferente. Seria como em uma corrida todos conhecerem o circuito menos aquele que foi desafiado, o acerto do carro não estará como deveria ser.

O UFC, com seus reis mimados e peões prontos para serem sacrificados, está virando uma grande dor de cabeça para o Chess Master. Que venha Bones VS Belfort e Spider VS Bonnar.

 

 

 

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Uma resposta para “UFC, contusões e substituições

  • Maurício Amorim

    Muito bom o post, ykizbr; só concordo.
    A parte que eu mais gostei foi quando vc reclama da falta de ranking
    Nesse aspecto, generalismos à parte, aqui não cabem opiniões em sentido contrário. NISSO deveria ser igual ao boxe e pronto!
    Deveria haver um ranking organizado em pontuações por resultados, e aquele que ganha fica com a posição do derrorado (se superior, logicamente), independentemente de qual seja; e o campeão aceita se quiser os desafios do número 2 para baixo, mas é obrigado a aceitar o desafio do número 1 (isso mesmo, o número 1 NÃO é o campeão hehe).
    Dessa forma, o esporte ficaria menos político e mais técnico, privilegiando, como vc mesmo disse, o mérito dos atletas.
    Bem, é isso aí. Abraço! o/

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