Arquivo do mês: setembro 2012

P.S: te amo

Meu desejo é a sua destruição

Se te quero, te quero inteira

Não basta ter, é necessário consumir

Quero o caos em mim dentro de ti

Não quero construir

Não pretendo contribuir

Quero te virar o avesso

Ser teu pior pesadelo

Expor teus segredos

Ser o mal em ti


UFC, contusões e substituições

Nos últimos eventos nosso querido Dana White vem passando por maus bocados, José Aldo, Dan Henderson, Belfort, Sarafian, Dominick Cruz […] já foram cortados esse ano por lesões que os impediram de lutar.  Nesse samba os pares já foram muitos, alguns preferiram nem dançar e sofreram diversas críticas.

Todas essas confusões só deixam clara a espessura da camada de gelo em que o empresário americano está construindo o maior evento de MMA do mundo. Falta de preparo dos atletas ou descuido, não sei; irritante é tamanha liberdade que os atletas têm de escolher desafiantes e a injustiça nas substituições em cima da hora para as disputas de cinturão.

Só para usar com exemplo, todos sabem a dificuldade para marcar lutas entre brasileiros, principalmente se forem entre membros de uma mesma equipe, desculpas estão na ponta da língua e exaustivamente ensaiadas. Há também o protecionismo com os detentores de cinturão, sobre a desculpa: não é uma luta interessante; o jogo deles não combina; vai vender pouco Pay per View. O desafiante deveria ser escolhido por mérito, em um rank mais claro e que fizesse jus ao nome do evento “Ultimate Fight Championship”.

Quanto as substituições este é de longe o que mais me incomoda. O MMA está em um nível em que é preciso uma longa preparação para um oponente específico. Foi-se o tempo em que bastava o lutador treinar para encarar qualquer um, o ‘esporte’ se aperfeiçoou, MMA já é considerado por muitos um estilo próprio, e considerando as peculariedades de cada um é necessário um treinamento específico. Quando um cinturão está em jogo não temos apenas 2 atletas treinando, mas vários a espera de uma contusão e um telefonema para ‘salvar o evento’. Todos treinam para desafiar o campeão, mas na dança das cadeiras ele pode enfrentar um oponente completamente diferente. Seria como em uma corrida todos conhecerem o circuito menos aquele que foi desafiado, o acerto do carro não estará como deveria ser.

O UFC, com seus reis mimados e peões prontos para serem sacrificados, está virando uma grande dor de cabeça para o Chess Master. Que venha Bones VS Belfort e Spider VS Bonnar.

 

 

 


BUUMBAR

Lugar amplo, cadeiras, mesas e um ventilador de teto.

 

Um homem, camisa social, olhar cansado; em sua mão direta descansa, quase como um apoio, num copo de cerveja.

 

Arranjos de flores: amarelas, brancas; sempre bem cuidadas.

 

Duas mulheres, uma conversa animada, mais uma mentira inocente sobre algo que nunca aconteceu.

 

Aquário ao fundo, peixes coloridos habitam um navio naufragado.

 

Um casal, olhares apaixonados, beijos molhados, mãos sobre as coxas que o vestido curto deixou descoberto.

 

Paredes de tijolos, vigas de madeira escura.

 

 Uma senhora, jóias caras que nalgum dia tiveram um grande glamour, uma pose que anos atrás seduziria jovens incautos.

 

Jukebox troca o disco.

 

 As crianças vasculham o vão entre o balcão à procura de algum tesouro escondido.

 

Luzes vermelhas piscam BUUMBAR.

 

Um garçom anda com pressa para entregar um pedido atrasado.

 

Labaredas sobem de um prato flambado.

 

O cozinheiro reclama do calor.

 

O gás está vazando.